terça-feira, 17 de agosto de 2010

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Debate UOL entre os candidatos ao Governo de São Paulo

quarta-feira, 10 de março de 2010

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Brasil tem a maior expectativa de contratações das Américas no segundo trimestre de 2010

De acordo com o estudo, os empregadores do setor de Finanças/Seguros e Imobiliário são os mais otimistas quanto ao aumento de postos de trabalho no Brasil, com uma Expectativa Líquida de Emprego de 49%, seis pontos percentuais acima do primeiro trimestre do ano. Os empregadores do setor de Administração Pública/Educação também apontaram um ritmo acelerado de contratações, com uma intenção de 48% contra 19% no último período. A expectativa dos empregadores do setor de Construção, o mais otimista nos primeiros três meses do ano, permaneceu estável, em 45%. Outros empregadores também apontaram melhoras na expectativa de abertura de vagas: o setor de Serviços (de 40% para 44%), seguido da Indústria (de 22% para 36%), Comércio (de 31% para 34%), Transportes e Serviços Públicos (de 31% para 33%) e Agricultura, Pesca e Mineração (de 13% para 23%).

Entre os estados pesquisados, empregadores do Paraná são os mais otimistas, com 44%, seguido pelos de Minas Gerais, com 42%. Os empregadores da cidade de São Paulo têm 39% de expectativa, os do Rio de Janeiro têm 31% e os do estado de São Paulo têm 36%.

No total, a expectativa líquida de emprego no Brasil está em 38%, sete pontos percentuais acima do resultado do último trimestre. O país tem o maior resultado da América, seguido pelo Peru e pela Costa Rica (23% cada), Argentina (18%), Colômbia (16%) e Panamá (15%). Os Estados Unidos permaneceram estáveis quanto à expectativa de geração de novos cargos em relação ao último trimestre (5%), mas o país apresentou resultados mais otimistas que os de 2009 no mesmo período. No mundo todo, empregadores de 27 dos 36 países pesquisados esperam contratar no trimestre. Empregadores da Itália e Espanha (ambas com -11%) e Irlanda (-9%) têm as expectativas líquidas de emprego mais baixas.

“No Brasil, a pesquisa indica um excelente ano para o emprego, com a geração de novas vagas em todos os setores pesquisados pela Manpower. Os dados refletem a estimativa para 2010 do ministro do trabalho, Carlos Lupi, que espera a criação de mais de dois milhões de empregos formais, o melhor ano do governo Lula para a geração de postos de trabalho”, aponta Pedro Guimarães, diretor comercial da Manpower no Brasil. “A expectativa é de expansão do mercado de trabalho brasileiro, com aumento dos investimentos privados e o lançamento da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, pelo Governo Federal em março. Essas são notícias excelentes para quem está procurando emprego”, afirma.

Os resultados completos da pesquisa, além dos comparativos regionais, podem ser encontrados em www.manpower.com/meos. Todos os gráficos e tabelas estão disponíveis para publicação em www.manpower.com/library. A próxima edição da pesquisa (terceiro trimestre de 2010) vai estar disponível no dia 8 de junho.

Sobre a Expectativa Líquida de Emprego
A expectativa líquida de emprego é resultado da diferença entre as porcentagens positiva e negativa presentes nas respostas dos entrevistados quanto à expectativa de crescimento da empregabilidade no mercado de trabalho para o próximo trimestre. No caso do Brasil, 43% acreditam que aumentarão sua força de trabalho, e 5% prevê reduzir a mão de obra. Logo, a Expectativa Líquida de Emprego no Brasil é de 38%.

Sobre a Pesquisa
A Manpower Employment Outlook Survey é realizada a cada três meses para medir a intenção das empresas de aumentar ou diminuir o número de trabalhadores no trimestre seguinte. O levantamento é um das mais abrangentes da categoria, tanto pelo número de entrevistados quanto pela amostragem e a longevidade. Considerada um importante indicador econômico e uma das pesquisas mais confiáveis sobre empregabilidade do mundo, é realizada há mais de 47 anos. Este trimestre, contou com entrevistas de mais de 61 mil empregadores dos setores público e privado no mundo todo.

A pesquisa da Manpower abrange 36 países e territórios: África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Cingapura, Colômbia, Costa Rica, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Guatemala, Holanda, Hong Kong, Hungria, Índia, Irlanda, Itália, Japão, México, Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Peru, Polônia, Reino Unido, República Tcheca, Romênia, Suécia, Suíça e Taiwan. O estudo começou nos Estados Unidos e no Canadá em 1962, e o Reino Unido foi incluído em 1966. México e Irlanda entraram em 2002, e mais treze países foram adicionados em 2003. A Nova Zelândia foi incluída em 2004, China, Índia, Suíça e Taiwan em 2005, e Argentina, Peru, Costa Rica e África do Sul em 2006. Colômbia, República Tcheca, Grécia, Guatemala, Polônia e Romênia entraram em 2008 e Hungria e Brasil em 2009. Panamá foi adicionado em 2010.

Sobre a Manpower
A Manpower (NYSE: MAN) é a líder mundial no segmento de recursos humanos, criando e fornecendo serviços que ajudam os seus clientes a vencerem no mundo do trabalho em constante mudança. Há 61 anos no mercado, a companhia oferece para os empregadores uma série de produtos para todo o ciclo de negócios e de emprego das empresas, desde recrutamento de pessoal permanente, temporário e administrado até avaliação e seleção de empregados, capacitação, outplacement, terceirização e consultoria.

A Manpower conta com uma rede mundial de 4.000 escritórios em 82 países e territórios que lhe permite atender as necessidades dos seus 400.000 clientes por ano, incluindo empresas de pequeno e médio porte de todos os setores de negócios, assim como as grandes corporações multinacionais. O foco do trabalho da Manpower é o aumento da produtividade por meio da melhora na qualidade e na eficiência da mão-de-obra, bem como na redução de custos. No Brasil, está presente desde o ano 2000 e conta com escritórios nas cidades de São Paulo, Jundiaí, Belo Horizonte, Campinas, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e Santo André. A Manpower Brasil opera sob as marcas: Manpower e Manpower Professional.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

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ICS oferece curso que ensina o médico a administrar o consultório

Muitas vezes, o médico se sente perdido na hora de estipular o preço de uma consulta ou no momento de decidir a compra deste ou daquele equipamento... Mas o mercado e a concorrência exigem que ele tome decisões rápidas e que tenha conhecimento de ferramentas gerenciais que tornem o desempenho do seu consultório o melhor possível. A gestão – o processo que usa os recursos disponíveis de maneira eficiente, para empreender o deslocamento da situação atual para uma meta estabelecida, monitorando esse deslocamento para que continue ocorrendo na direção correta – precisa estar fundamentada em conceitos básicos e requisitos que atendam às necessidades de todas as partes interessadas no negócio.

“Administrar não significa apenas decidir qual é o software mais adequado para determinado trabalho ou o que é melhor em termos de telefonia. Administrar também é cuidar da postura da secretária e da limpeza do consultório. Administrar implica em conceitos que envolvem, dentre outros requisitos, a qualidade centrada no cliente, o foco nos resultados, o comprometimento, a visão de futuro, a valorização das pessoas, a responsabilidade social, temas que discutimos em classe, no ICS, Instituto de Ciências da Saúde”, destaca Fernando Schiavetto, professor do Curso Como Administrar o Consultório Médico. A seguir, o especialista esclarece as dúvidas mais comuns em relação à administração de consultórios médicos:

- Qual a aplicação prática do Curso Como Administrar o Consultório Médico?

Fernando Schiavetto - O Curso valoriza a importância do desenvolvimento de uma visão clara de gestão. Transmitimos aos profissionais os mecanismos para criação e implantação de uma visão sistêmica de negócios. Ou seja, durante o Curso, o profissional passa a enxergar o todo, reconhece as partes e aprende a distinguir onde elas se interligam, fator este preponderante para se colocar em prática os conceitos de uma boa administração. Outro ponto que trabalhamos sistematicamente durante o Curso é que cada profissional possa desenvolver não somente um plano de gestão próprio, mas criar suas próprias métricas e objetivos, sempre de acordo com suas necessidades e com as expectativas de seus clientes. Uma vez definido seu padrão de custo e o conhecimento profundo de sua estrutura, o profissional passa a trabalhar no posicionamento do seu negócio. De maneira resumida, o Curso preocupa-se essencialmente em fazer com que o profissional possa maximizar os lucros e minimizar os custos, com ousadia e criatividade.

- Qual o público-alvo do Curso?

Fernando Schiavetto - Nosso público-alvo é diversificado, pois a gestão tem que ser trabalhada em todos os níveis hierárquicos do negócio. Quem pensa que uma clínica ou um consultório é algo simples de se administrar, engana-se. O dia-a-dia de uma pequena empresa prestadora de serviços de saúde é tão complexo como o de uma grande empresa. Baseados nesta visão, direcionamos o curso a médicos, gerentes administrativos, secretárias e assistentes administrativos, dentre outros profissionais que trabalham numa clínica médica.

- Qual a principal dificuldade encontrada pelos médicos nessa área?

Fernando Schiavetto - O curso aborda muitas dificuldades destes profissionais. A cada turma, detectamos uma nova necessidade e a incluímos no nosso conteúdo programático. De uma maneira geral, a raiz dos problemas de gestão do consultório médico está no fato do próprio profissional não reconhecer a sua posição de empresário, o que gera “um preconceito” em admitir que ele busca o lucro. Uma vez sanada esta dificuldade, o médico se depara com outras questões: entender o seu negócio, a sua estrutura de custos, suas margens de lucros, informações sobre fluxo de caixa, ciclo financeiro. E por fim, ainda é preciso optar pelo melhor sistema tributário: autônomo ou lucro presumido?

- Após o curso, o que pode ser aprimorado no consultório médico?

Fernando Schiavetto - Em um consultório, que prefiro chamar de empresa, o médico poderá aprimorar métricas e indicadores de desempenho para cada atividade, parâmetros de concorrência, além de aprender a envolver seus colaboradores em todo o processo de gestão dos negócios, estabelecendo uma nova comunicação com seus clientes internos e externos, entendendo as particularidades e necessidades individuais de cada um. O que o médico ganha com isto? Ele conquista uma vantagem competitiva, conquista o preço-prêmio. Preço-prêmio é a diferença a mais que o cliente paga - por um produto ou serviço igual disponível no mercado - por ter a certeza do atendimento de suas necessidades.

- O que tem sido observado nos consultórios médicos, hoje, que deve ser melhorado?

Fernando Schiavetto - Tanto nos trabalhos desenvolvidos em campo, por meio de consultorias, quanto nos relatos que ouvimos durante os cursos que ministramos, percebemos que alguns profissionais apenas reagem a certas situações e outros simplesmente agem por intuição ou porque um concorrente fez algo que ele julga que o resultado foi satisfatório. O que sempre perguntamos aos nossos alunos é qual é a base que cada um deles tem para agir de determinada maneira? Qual a relação de custo de estrutura da empresa líder que ele está seguindo com a dele? Quais as semelhanças de público-alvo? Estas são algumas das questões levantadas, pois nem sempre o que parece bom para uns, é apropriado para outros. É preciso quebrar certos paradigmas de se olhar sempre para o mesmo ponto de observação porque se todos olham para um único referencial, todos serão iguais, o que acaba com a diferenciação na prestação de serviços.

- Qual seria o segredo para administrar bem um consultório médico?

Fernando Schiavetto - O segredo é estabelecer metas, montar uma equipe criativa e comprometida com os resultados estabelecidos e que trabalhe cooperativamente. O sucesso do negócio exige que o médico tenha disciplina, seja persistente, não se contente com uma única saída para um problema. Bons resultados são frutos da busca incansável da melhoria contínua, do olhar atento para o mercado, da percepção antecipada das necessidades que este ambiente externo está sinalizando, para moldar, o mais rapidamente possível, seu ambiente interno para atender a estas necessidades.

- Como tem sido o interesse dos médicos por um curso como este?

Fernando Schiavetto – De uma maneira geral, percebo que há um grande interesse e existe uma demanda reprimida neste sentido. No entanto, ainda persiste a falta da conscientização da importância da gestão nos negócios, pelos motivos que já expomos, mas, principalmente pela cultura de não admitir a busca do lucro.

SERVIÇO:
Curso Como Administrar o Consultório Médico
Data de realização: 24 de março a 07 de abril, sempre às quartas-feiras
Horário: 13:00 às 17:00
Local: ICS - Instituto de Ciências em Saúde
Avenida Indianópolis, 171, Moema
São Paulo
Tel: (11) 5052 1409.
Site: http://www.ics.med.br
atendimento@ics.med.br
http://carreiranasaude.wordpress.com
http://twitter.com/carreiranasaude


Assessoria de Comunicação:
Luzinete Marques
Assessoria de Imprensa / RP
Tel.: (061) 3468-5943
divulgacao@projetodecomunicacao.com.br

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

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PHS faz convenções em Rondônia

O fim de semana foi marcado por várias Convenções do PHS pelo interior do Estado. As cidades visitadas pelo pré-candidato ao governo Melki Donadon e o presidente regional da sigla Herbert Lins foram: Rolim de Moura, Nova Brasilândia, Cacoal, Ji-Paraná e Machadinho do Oeste.

Melki em Rolim
Melki concedeu várias entrevistas nos meios de comunicação local, visitou lideranças religiosas e almoçou com empresários e políticos da região da Zona da Mata do Estado. A noite participou da Convenção do PHS no Teatro Municipal com a presença da militância do partido, dos pré-candidatos a deputados estaduais e federais.

Beto Anísio é pré-candidato
O Presidente Regional do PHS, Herbert Lins lança Beto Anísio como pré-candidato do partido a uma cadeira na Assembléia Legislativa. Atualmente Beto é Secretário Municipal de Finanças de Rolim de Moura e já foi Secretário Adjunto de Finanças do Estado. Lins afirmou que ele é um grande conhecedor de finanças públicas e caso eleito deputado estadual dara de sua parte uma grande contribuição ao povo rondoniense em esmiuçar o orçamento do Estado.

PT e PHS
A Convenção do PHS em Rolim de Moura contou a presença do pré-candidato Eduardo Valverde. Valverde e Melki Donadon em seus discursos disseram que o PHS e PT podem marchar juntos nas próximas eleições, faltando apenas uma conversa definitiva que poderá acontecer nos próximos dias em Vilhena com a presença do Presidente Regional Herbert Lins.

PHS Resistente
O Presidente Regional do PHS Herbert Lins, afirmou que a coligação entre PT e PHS levaria a eleição para o segundo turno. Algumas divergências precisam ser superadas para coligação acontecer entre PT e PHS. O mais polêmico seria o PLC 122/06 que trata da criminalização da homofobia de autoria da Senadora Fátima Cleide, pois o grande eleitorado de Melki Donadon é evangélico e a nível nacional o partido já se posicionou contra ao referido projeto.

MELKI e Cassol
Rolim de Moura também serviu para um encontro entre o Governador Ivo Cassol e Melki Donadon que se deu antes do encontro. O convite partiu do suplente de deputado federal Josias Custódio, o Presidente Regional do PHS, Herbert Lins levou Melki a presença do Governador Ivo Cassol na Representação de Governo.

A Conversa
O Presidente Regional do PHS, Herbert Lins avaliou como produtiva a conversa com o Governador Cassol e não descartou a hipótese do nome de Melki Donadon figurar na segunda vaga ao senado na chapa encabeçada por João Cahúlla.

O Desfecho
Fechado o acordo com o grupo Cassol, O presidente do PHS Herbert Lins afirmou que retiraria sua pré-candidatura ao senado em favor de Melki Donadon. Sendo eleito, Melki apoiaria o candidato do Grupo Cassol nas próximas eleições municipais em Vilhena.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

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Papudiskina - Caso Dr. Valter e outros assuntos cotidianos

Por Daniel Oliveira da Paixão

Prisão de acusados de assassinato do Dr Valter
Agora que a Polícia prendeu dois acusados da morte do Dr Valter, surgem acusações, ainda sem provas, de que o mandante seria alguém da própria família da vítima. É uma temeridade o que alguns jornais estão fazendo, divulgando amplamente o fato, sem o devido cuidado que se deve ter nesses casos. Muitas vezes a pressa em alardear tais informações contribuem ou para a condenção de inocentes ou para a absolvição de culpados. Nem mesmo quem está preso pode ser apontado como criminoso. Há dois tipos de prisões comuns nesses casos: a temporária, que detém o acusado provisoriamente para ouvi-lo mais detalhadamente sobre os fatos, e a preventiva, que é decretada com a finalidade de impedir que o acusado eventualmente venha a fugir ou coagir testemunhas.
Então, minha gente, o que há de concreto é que as investigações agora estão bem avançadas, mas ninguém foi condenado por enquanto. Então, vamos respeitar a presunção de inocência e o amplo direito de defesa e do contraditório. Nem mesmo eventuais confissões à autoridade policial nem aquelas sob os holofotes das emissoras de TVs têm validade juridica. O que vale são as provas que se apresentarem ao longo de uma árdua e dolorosa investigação. Sob pressão psicológica ou sob o porrete da polícia, muitos inocentes acabam se declarando culpados antecipadamente, embora eu não creio que esteja havendo esse ignóbil tipo de comportamento em Cacoal. Eu sempre disse que apesar de todos os problemas e dificuldades do sistema judiciário brasileiro, a Justiça e a Polícia de Rondônia seguramente são as melhores de todo o Brasil. Eu mesmo já vi depoimentos de pessoas do próprio Conselho Nacional de Justiça elogiando a Justiça e a Polícia de Rondônia. Eu confio plenamente no competente trabalho dos delegados de polícia de Cacoal e em nossos igualmente competentes juízes de direito.

Ao prefeito Franco
Daqui a oito dias o prefeito Francesco Vialetto (carinhosamente conhecido como padre Franco, pois também é um dos mais conceituados sacerdotes que esta cidade já conheceu), estará completando um ano de atuação à frente do Palácio do Café. Eu gostaria de cumprimentá-lo publicamente pelas medidas corajosas que vem tomando nos últimos dias, numa inequívoca demonstração de que começa a entender melhor como funciona a administração pública e temos certeza de que no ano de 2010 a prefeitura vai atuar com muito mais firmeza do que neste ano.
2009, decididamente, não foi bom para Cacoal. Tivemos muitos problemas e claro que não podemos colocar tudo isso na conta de quem acabou de assumir o comando de uma administração, especialmente alguém que não tinha nenhuma experiência no que concerne ao poder público, seja ela no Legislativo ou no Executivo.
Mas o que importa é que o padre Franco sempre demonstrou confiança de que dominaria a situação e eu espero que ele, juntamente com aquelas pessoas sérias que o rodeiam, possam tomar as rédeas da situação. Digo isto porque algumas pessoas que ocupam cargo de primeiro escalão na prefeitura (não vou citar nomes), realmente parecem estar no lugar errado, na hora errada. Mas também temos bons nomes ocupando cargos nessa administração e não podemos generalizar e por todos na mesma balança.
Sou uma pessoa crítica, combativa e apaixonado por política, mas também procuro ser justo. Temos de dar a "César o que é de César" e a "Deus o que é de Deus". Eu sempre critiquei a inércia da atual administração ao longo deste ano. A prefeitura caminhava a passos de tartaruga. A coisa ainda não está nada boa. Mas eu tenho visto que o prefeito começou a enxergar a situação e a cobrar mais postura de seu staff político. E isso eu tenho de elogiar porque vejo luz no fim do túnel. Diante de tal situação só há duas vertentes comportamentais que eu posso ter: 1) assumir uma posição negativa e acreditar que 2010 será continuidade de tudo o que de pior aconteceu em 2009; 2) ou assumir uma opção otimista e acreditar que teremos muito mais ações positivas do que negativas em 2010. Do fundo do coração, estou sentindo que 2010 vai ser um ano muito positivo e o padre Franco vai recuperar o prestígio que sempre teve. Claro que uma coisa é ser um abnegado e ferveroso sacerdote. Outra coisa é ser prefeito de uma cidade. Mas com a ajuda de Deus, dos seus secretários e com o suporte ético e moral que ele sempre professou, dá para ele ser um grande prefeito também. Assim esperamos e assim acreditamos. Que Deus ilumine o nosso prefeito e ele, de fato, possa governar para o povo sofrido de Cacoal e não para uma pequena elite política que sempre se enriqueceu a custa de privilégicos decorrentes de sua relação com o poder público.

SAAE tem novo diretor administrativo (o terceiro da era Franco)
José Luiz de Souza Leite, servidor de carreira do Serviço de Água e Esgotos de Cacoal (SAAE), foi nomeado como diretor administrativo daquela autarquia pelo prefeito Francesco Vialetto e apresentado oficialmente no início do mês. Com isso, ele se torna o terceiro diretor administrativo a ser nomeado só este ano. Os dois nomeados anteriormente acabaram optando por deixar o cargo. O primeiro deles foi Jonadabe da Silva Lima, que ficou no comando administrativo por apenas 90 dias e foi embora sem ao menos se despedir dos servidores. O segundo deles, terceiro da lista entre os mais votados, foi José Milton Amorim, que se afastou no início desse mês. O novo diretor também havia sido votado pelos servidores do SAAE e havia ficado em segundo lugar da lista, mas em vez dele, o prefeito preferiu nomear o terceiro entre os mais votados. Mas agora, finalmente, decidiu nomeá-lo quando o seu antecessor preferiu pedir exoneração do cargo.

Democracia na administração pública
Muitos políticos dizem que são democráticos, mas, na verdade, seus discursos nem sempre são condizentes com a prática, pois o que eles querem sempre é manter uma imagem positiva diante do público. Eu mesmo, por acreditar que com certos políticos a coisa seria diferente, já fui perseguido. Claro que não estou falando dessa administração, da qual não participo, mas daquelas em que participei. Não são os que estão de fora que sofrem perseguições, mas os que estão do lado de dentro. Falo isso com conhecimento de causa, pois já atuei como assessor de imprensa nas prefeituras de Ji-Paraná, Cacoal, Pimenta Bueno e Espigão do Oeste e também como assessor de imprensa das Câmaras municipais de Pimenta Bueno e de Cacoal. Para nós, jornalistas, o importante é atuar de forma coerente. Claro que uma coisa é você estar do lado de fora e outra coisa diferente é fazer parte de uma administração. Sendo parte, o jornalista tem que realmente passar a visão de governo, ser coerente com a sua condição. Mas isso não quer dizer que deva perder sua independência crítica e analítica, embora tenha de agir como alguém que se concentra nas ações de governo. Isto significa "passar a visão de governo" sem necessariamente ser avalista dela. Mas, claro, não é decente um assessor de imprensa falar mal do governo para o qual trabalha. O mínimo que se requer, nesses casos, é respeito à instituição que representa.

Propaganda estranha na TV
Terça-feira estive conversando com o meu amigo Sérgio Augusto Ferreira, empresário do ramo de tintas em Cacoal, e ele comentava sobre a propaganda na TV onde se pede para que o empresariado dê uma nova chance aos egressos do sistema penitenciário para que evitemos, assim, a incidência de ações criminosas por parte dessa gente. Ele questionava: porque o Governo quer que o empresariado dê oportunidades a ex-presidiários se nos concursos públicos qualquer um que queira concorrer precise, em muitos casos, até levar uma certidão negativa da justiça?
Ele tem razão. Penso que o governo tem meios para dar suporte a ex-presidiários porque conta com um aparato policial para eventuais emergências. Claro que muitos ex-presidiários realmente vão se recuperar. Mas não todos. E, no caso desses para os quais não há trabalho que os possa redimir, há necessidade de um acompanhamento mais de perto do aparato do Estado para evitar maiores danos à sociedade.
Acho louvável que se dê oportunidades para egressos do sistema prisional, mas as devidas cautelas são necessárias.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

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Assembléia comemora centenário da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica do Brasil

A Assembléia Legislativa de Rondônia realiza na próxima segunda-feira, dia nove de novembro, sessão solene em comemoração ao centenário da criação da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica do Brasil. O evento atende ao requerimento de autoria do deputado estadual Professor Dantas (PT) aprovado por unanimidade em sessão ordinária.

De acordo com o deputado Professor Dantas a homenagem a ser prestada é o reconhecimento do Poder Legislativo aos relevantes serviços prestados por esta instituição de ensino ao longo dos tempos, e que agora também se amplia com a projeção de novas unidades em Rondônia.

“Nesses cem anos, a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica do Brasil teve espetacular desenvolvimento, atendendo principalmente as classes desprovidas, tornando-se uma importante estrutura para que todas as pessoas tenham efetivo acesso às conquistas científicas e tecnológicas”, declarou o parlamentar.

A Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica do Brasil foi criada através do decreto 7566 de 23 de setembro de 1909, instalando-se a então denominada Escola de Aprendizes Artífices, através de 19 unidades, destinadas ao ensino profissional primário e gratuito. A sessão solene acontecerá às nove horas no plenário da Assembléia Legislativa.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

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Papudiskina - Crônicas Políticas e Cotidianas - Daniel Oliveira da Paixão

Cassação de Valdivino Tucura
O PRP perdeu o seu único representante na Assembléia Legislativa de Rondônia por culpa da lambança de seus dirigentes em nível nacional que, segundo denúncias, aceitaram dinheiro de Ana Maria Gurgel para lançá-la candidata a presidência da República. Depois, inexplicavelmente, disseram que ela não seria mais candidata, mas já haviam assinado ata homologando sua candidatura. A candidata conseguiu levar avante, mesmo sem o apoio dos dirigentes nacionais. Em razão disso, por conta da verticalização, muitas candidatos foram prejudicados em todo o país. Em Rondônia, o TRE deu posse a Valdivino Tucura, mas desde os primeiros dias de sua posse os que se sentiam com alguma chance de ocupar uma cadeira caso a coligação PRP/PSDB fosse desfeita não perderam tempo e foram à luta. Claro que em razão dessa situação um tanto confusa, cabe recurso ao TSE. Afinal, a candidata do PRP não teve o apoio dos líderes do partido. Entretanto, o próprio TSE deu ganho de causa a Ana Maria Gurgel e a manteve candidata durante todo o processo. Então, o jeito é esperar para ver no que dá. Uma coisa é certa: o Valdivino Tucura foi prejudicado em razão da irresponsabilidade dos dirigentes de seu partido que não se preocuparam em avaliar essa questão. Afinal, se sabiam que o partido tinha candidata em nível nacional, ainda que contestada pela direção do partido, deveriam ser precavidos. Eles sabiam no que isso poderia desembocar. O que me parece é que ela teve todo o apoio para lançar-se candidata e depois os caciques, vislumbrando ser mais conveniente não lançar candidato próprio, quiseram tirar o corpo fora. Só se esqueceram de pegar um documento escrito em que a então candidata renunciaria à sua pretensão.

Expedito Júnior, o bode expiatório
Ficou complicada a situação do Senado com a tentativa de manter o senador Expedito Júnior, apesar da decisão do STF de dar posse imediata a Acir Gurgacz. (Felizmente o próprio Expedito retirou o recurso à Mesa e Acir foi empossado). É inadmissível que qualquer órgão do Legislativo ou Executivo deixe de cumprir uma decisão judicial do STF, pois isso representa um golpe contra a própria democracia. Não se trata aqui de dizermos se o senador cassado foi injustiçado ou não. Eu, particularmente como cidadão, não consigo ver razões que embasem a cassação de Expedito Júnior, visto que muitos outros candidatos, igualmente foram denunciados por compra de votos e permanecem até hoje em seus respectivos cargos. Aqui mesmo em Rondônia, especificamente na região de Cacoal e Ministro Andreazza, há relatos de candidatos que foram flagrados pagando lanche para eleitores no dia da eleição, distribuindo combustível ou até entregando quantias em dinheiro. Eu penso que houve injustiça nessa cassação de mandato do senador, uma vez que não se aplicou o princípio da isonomia. Ora, se houve indícios de que o senador cassado Expedito Júnior comprou votos, também os demais denunciados deveriam ter sido cassados. O problema é que a Justiça é mais justa para uns do que para outros. Lamentável dizer isso, mas basta a gente olhar para o caso de Cacoal. Cassaram o Val da Rondonia Veiculos, mas igualmente outros candidatos cometeram os mesmos deslizes durante a campanha e continuam como vereadores. Claro que não são todos, mas se a gente ler o que foi publicado nos sites e jornais de Rondônia a respeito de certos concorrentes à Câmara de Vereadores vamos perceber que outros mereceriam a mesma sorte. Então o que se percebe é que uns têm a sorte de conseguir tornar as provas menos claras. Outros, talvez por inexperiência, acabam como bodes expiatórios. Mas, enfim, pelo menos alguns foram cassados e talvez isso sirva para inibir os demais candidatos e, com isso, as futuras gerações terão eleições mais justas e equilibradas. O sonho de todo brasileiro que lute pela democracia é ver eleições limpas e com candidatos disputando o pleito em condições de igualdade. O certo é que eleitor precisa escolher de forma mais consciente os seus candidatos e não olhar apenas as supostas conveniências.

Não será fácil a situação de Acir
O grande problema é que, invariavelmente, todas as posses que ocorrem após a cassação de algum político são bastante problemáticas. Como a Legislação não impede que candidatos considerados "fichas sujas" possam disputar as eleições, muita gente é eleita mesmo tendo vários processos na justiça. Não estou lançando dúvidas sobre a conduta de Acir. O que a gente sabe é que ele tem muitos processos na justiça. Alguns, claro, são apenas implicância de seus adversários. Não dá para acreditar que os 200 processos citados pela Folha de São Paulo realmente resultem em alguma condenação Aliás, o próprio Acir justifica que boa parte desses processos são trabalhistas em decorrência dele ter uma empresa de ônibus. Além disso, quem tem muitos adversários políticos, como ele, sempre vão ser alvo de muitos processos. O que se espera é que o Judiciário acelere o julgamento desses processos e o povo de Rondônia possa, enfim, saber se ele pode ou não continuar nos representando no Senado Federal. Todos nós queremos que nossos representantes sejam pessoas íntegras, merecedoras não apenas de nosso voto, mas também de nossa confiança. Ter muitos processos na justiça não é problema, desde que, ao final da apuração, fique provado a inocência do denunciado. Agora o que não podemos aceitar é que o Congresso Nacional continue com essa imagem desgastada. O que se espera é que, no futuro, os nossos legisladores criem mecanismos para barrar os realmente fichas sujas. Acredito que os condenados em segunda instância já deveriam ser impedidos de lançar-se candidatos. Depois, provando a inocência, teriam os seus direitos restabelecidos. O senador empossado disse, inclusive, que se depender dele, um projeto de lei barrando os fichas sujas será aprovado pelo Congresso Nacional.